Terça-feira, Novembro 01, 2011

MiSéRia

É a palavra que descreve na perfeição o nosso país.
Não tenho palavras para descrever o quão miserável está a educação em Portugal. Hoje não se liga à qualidade, só se pensa em poupar, poupar, apertar o cinto ao máximo, até asfixiar.
Durante anos se esbanjou e agora o que se faz? Corte-se sem dó nem piedade!
Os portugueses não têm a mínima noção de como está o ensino em Portugal. Provavelmente, julgam-me logo por estar a puxar a brasa à minha sardinha, mas o meu sentimento e a minha angústia vão muito mais além da minha profissão. Sou Mãe e questiono-me que escola irá o meu Filho encontrar daqui a 3 anos.
Só se atinge o elo mais fraco, o outro, não pode ser, ah e tal, há o estatuto.
Ninguém os tem no sítio para tomar as VERDADEIRAS medidas, sim, porque essas aí mexem com muitos interesses. A escória fica no poder e a sugar o pouco que ainda resta, enquanto o Zé Povinho come e cala. Não é preciso ser perito em economia para ter noção de como é possível efetuar algumas poupança na educação!

Como eu gostava de ter mais filhos, mas será viável neste país???
Não há futuro neste país para os nosso filhos. Só me resta amealhar enquanto posso, para pode proporcionar uma EDUCAÇÃO e uma vida de qualidade (nos últimos dias, só me tenho lembrando da estória da cigarra e da formiga que, felizmente, conheço muito bem e tento aplicar no meu dia a dia).

Estamos a educar/formar gente incompetente, burra, insolente, petulante e acima de tudo, MUITO IGNORANTE!

Já não me dou ao trabalho de debater a minha opinião, aproveito e cito alguém consciente:

Crato diz ao Público: Cortes nas disciplinas (e nos professores)
"(...) é necessário concentrar nas disciplinas essenciais, que é necessário eliminar a dispersão na oferta curricular, que é necessário reforçar o Português e a Matemática, que é necessário dar dar mais atenção à História, à Geografia, às Ciências e ao Inglês."
"(...) TIC no 9.º ano de escolaridade. Nesta idade, a maioria dos jovens já domina os computadores perfeitamente (...)"
"(...) par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica. Percebo que seja bom ter dois professores na sala de aula, mas não estamos em época de o fazer. (...)"


Bárbara Wong opina: "Estes cortes afectam os professores mas sobretudo os alunos. Nem todos os alunos chegam ao 9.º ano com conhecimentos de TIC. Eles sabem manusear um jogo, um telemóvel, uma consola, não sabem usar o software para trabalharem... Quando não houver extra-curriculares muitos pais não terão oportunidade de oferecer inglês ou música aos seus filhos... Ninguém aprende bem em salas de aula velhas e frias...
O desinvestimento na educação pagar-se-á caro. E aí sim, o ministro deverá indignar-se verdadeiramente. Se hoje diz: "Não é admissível um aluno chegar ao 9.º ano, ao fim da escolaridade obrigatória [a menos que a lei mude, a escolaridade obrigatória é de 12 anos, senhor ministro], e ter dificuldade em ler um jornal." O que dirá amanhã, depois de todos estes cortes serem aplicados?"


em Educar em Português
(imagem retirada do site We Have Kaos in Garden.
:-*

1 comentários:

Nina disse...

É uma sacanagem, como dizem os brasileiros! No próximo ano haverá ainda mais desempregados.
Há quem diga que a diminuição da carga horária aos miúdos, servirá para contratarem outro tipo de serviços, como animadores, para estarem com eles na escola, já que é sempre mais barato do nos pagarem a nós.
A mim também me afetará, com a perda do francês. Só espero que, estando no QZP há tanto tempo, não tenha o trabalho em risco. Com um único salário em casa, seria fatal.
bji e bom domingo